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Ariano Suassuna em aula-espetáculo, exposição fotográfica e ciclo de filmes

 

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Ariano Suassuna em aula-espetáculo, exposição fotográfica e ciclo de filmes

 

Secretaria de Cultura do Distrito Federal

Projeto traz a Brasília exposição inédita com 30 fotos de Alexandre Nóbrega que acompanham a vida do escritor ao longo dos últimos 10 anos

 

A Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional, com seus mais de 1.300 lugares promete ser pequena para acolher o público ávido por escutar as palavras do romancista, dramaturgo e poeta Ariano Suassuna. O mestre Ariano, como costuma ser chamado, estará em Brasília no próximo dia 27 de junho, às 20 horas, no palco da Villa-Lobos, para apresentar sua famosa aula-espetáculo, em que ele defende, com argumentos irrefutáveis, a cultura brasileira e a identidade nacional, condena a cultura da globalização e demonstra que, para ele, arte não é mercado, é missão. A aula-espetáculo de Suassuna integra um projeto maior, ARIANO SUASSUNA - ARTE COMO MISSÃO, que promove ainda uma exposição fotográfica inédita de Alexandre Nóbrega e um ciclo de filmes sobre a vida e a obra de Ariano. A aula-espetáculo tem entrada franca, mas o acesso ao teatro estará sujeito à capacidade da sala. Não será preciso retirar senhas ou ingressos. Classificação etária: 12 anos.

 

A exposição fotográfica será montada pela primeira vez, reunindo 30 fotografias assinadas pelo fotógrafo e artista plástico Alexandre Nóbrega. Alexandre tem uma convivência muito próxima com o escritor, acompanhando-o nas viagens que faz pelo Brasil. Desta forma, Alexandre Nóbrega tem acesso a momentos descontraídos do cotidiano do autor de O Auto da Compadecida. Suas fotos revelam momentos improváveis, como Ariano Suassuna deitado no chão do saguão de um aeroporto, lendo, à espera de um voo atrasado, suas visitas ao interior de estados como Paraíba e Pernambuco, seu descanso na casa do Recife e muito mais. Suas fotografias já renderam o livro O Decifrador, editado pelo SESC em 2011. A mostra poderá ser vista de 28 de junho a 10 de julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional.

 

Já o ciclo de filmes, que acontece durante dois finais de semana, nos dias 29 e 30 de junho e 6 e 7 de julho, na Caixa Cultural Brasília, será integrado por oito títulos, entre ficções e documentários. A produção na área audiovisual inspirada no pensamento, na vida e na obra de Ariano é vasta e inclui desde filmes como O Auto da Compadecida, de Guel Arraes, e o documentário O sertãomundo de Suassuna, de Douglas Machado, até produções criadas originalmente para a televisão, como A Pedra do Reino, A farsa da boa preguiça, O Santo e a porca e Mulher Vestida de Sol.

 

Ariano Suassuna - arte como missão

 

É projeto idealizado e coordenado por Elias Sabbag e Marcos Azevedo e percorrerá ainda seis capitais de estados e tem o patrocínio da Caixa Econômica Federal.

 

Ariano Suassuna

 

"Arte pra mim não é produto de mercado. Podem me chamar de romântico. Arte pra mim é missão, vocação e festa".

 

Considerado por diversos críticos o principal escritor brasileiro em atividade, Ariano Suassuna, há décadas, é um nome destacado da nossa cultura. Dramaturgo, romancista, poeta, ensaísta, idealizador e principal teórico do Movimento Armorial, considerado por diversos críticos o principal escritor brasileiro vivo, Ariano Suassuna tornou-se íntimo do povo brasileiro devido ao sucesso de sua peça O Auto da Compadecida, transposta para a televisão e depois para o cinema por Guel Arraes. Antes disso, houve a adaptação para a TV da peça teatral Uma Mulher Vestida de Sol. Seguiu-se a adaptação de Romance d'A Pedra do Reino, ambas de Luiz Fernando Carvalho. Mas há muito mais tempo, seu pensamento indignado vem iluminando as reflexões sobre cultura brasileira.

 

Tendo como ponto de partida uma obra literária de alcance universal, sua presença na vida brasileira atingiu todas as camadas sociais e todos os públicos, sem que, para isso, tenha abdicado de suas ideias e valores, voltados à cultura popular nordestina e ao homem universal. Mantendo uma invejável coerência de princípios que percorrem toda sua obra, Suassuna também se faz presente na cultura brasileira através da influência exercida em inúmeros artistas, movimentos culturais e no debate intelectual.

 

Biografia oficial da Academia Brasileira de Letras, onde Ariano ocupa a cadeira de nº 32

 

Ariano Vilar Suassuna nasceu em Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa (PB), em 16 de junho de 1927, filho de Cássia Villar e João Suassuna. No ano seguinte, seu pai deixa o governo da Paraíba e a família passa a morar no sertão, na Fazenda Acauhan.

 

Com a Revolução de 30, seu pai foi assassinado por motivos políticos no Rio de Janeiro e a família mudou-se para Taperoá, onde morou de 1933 a 1937. Nessa cidade, Ariano fez seus primeiros estudos e assistiu pela primeira vez a uma peça de mamulengos e a um desafio de viola, cujo caráter de "improvisação" seria uma das marcas registradas também da sua produção teatral.

 

A partir de 1942 passou a viver no Recife, onde terminou, em 1945, os estudos secundários no Ginásio Pernambucano e no Colégio Osvaldo Cruz. No ano seguinte iniciou a Faculdade de Direito, onde conheceu Hermilo Borba Filho. E, junto com ele, fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco. Em 1947, escreveu sua primeira peça, Uma Mulher Vestida de Sol. Em 1948, sua peça Cantam as Harpas de Sião (ou O Desertor de Princesa) foi montada pelo Teatro do Estudante de Pernambuco. Os Homens de Barro foi montada no ano seguinte.

 

Em 1950, formou-se na Faculdade de Direito e recebeu o Prêmio Martins Pena pelo Auto de João da Cruz. Para curar-se de doença pulmonar, viu-se obrigado a mudar-se de novo para Taperoá. Lá escreveu e montou a peça Torturas de um Coração em 1951. Em 1952, volta a residir em Recife. Deste ano a 1956, dedicou-se à advocacia, sem abandonar, porém, a atividade teatral. São desta época O Castigo da Soberba (1953), O Rico Avarento (1954) e o Auto da Compadecida (1955), peça que o projetou em todo o país e que seria considerada, em 1962, por Sábato Magaldi "o texto mais popular do moderno teatro brasileiro".

 

Em 1956, abandonou a advocacia para tornar-se professor de Estética na Universidade Federal de Pernambuco. No ano seguinte foi encenada a sua peça O Casamento Suspeitoso, em São Paulo, pela Cia. Sérgio Cardoso, e O Santo e a Porca; em 1958, foi encenada a sua peça O Homem da Vaca e o Poder da Fortuna; em 1959, A Pena e a Lei, premiada dez anos depois no Festival Latino-Americano de Teatro.

 

Em 1959, em companhia de Hermilo Borba Filho, fundou o Teatro Popular do Nordeste, que montou em seguida a Farsa da Boa Preguiça (1960) e A Caseira e a Catarina (1962). No início dos anos 60, interrompeu sua bem-sucedida carreira de dramaturgo para dedicar-se às aulas de Estética na UFPe. Ali, em 1976, defende a tese de livre-docência A Onça Castanha e a Ilha Brasil: Uma Reflexão sobre a Cultura Brasileira. Aposenta-se como professor em 1994.

 

Membro fundador do Conselho Federal de Cultura (1967); nomeado, pelo Reitor Murilo Guimarães, diretor do Departamento de Extensão Cultural da UFPe (1969). Ligado diretamente à cultura, iniciou em 1970, em Recife, o "Movimento Armorial", interessado no desenvolvimento e no conhecimento das formas de expressão populares tradicionais. Convocou nomes expressivos da música para procurarem uma música erudita nordestina que viesse juntar-se ao movimento, lançado em Recife, em 18 de outubro de 1970, com o concerto "Três Séculos de Música Nordestina - do Barroco ao Armorial" e com uma exposição de gravura, pintura e escultura. Secretário de Cultura do Estado de Pernambuco, no Governo Miguel Arraes (1994-1998).

 

Entre 1958-79, dedicou-se também à prosa de ficção, publicando o Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta (1971) e História d'O Rei Degolado nas Caatingas do Sertão / Ao Sol da Onça Caetana (1976), classificados por ele de "romance armorial-popular brasileiro".

 

Ariano Suassuna construiu em São José do Belmonte (PE), onde ocorre a cavalgada inspirada no Romance d'A Pedra do Reino, um santuário ao ar livre, constituído de 16 esculturas de pedra, com 3,50 m de altura cada, dispostas em círculo, representando o sagrado e o profano. As três primeiras são imagens de Jesus Cristo, Nossa Senhora e São José, o padroeiro do município.

 

Membro da Academia Paraibana de Letras e Doutor Honoris Causa da Faculdade Federal do Rio Grande do Norte (2000).

 

Em 2004, com o apoio da ABL, a Trinca Filmes produziu um documentário intitulado O Sertãomundo de Ariano Suassuna, dirigido por Douglas Machado e que foi exibido na Sala José de Alencar.

 

Serviço

Aula-Espetáculo

Local: Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional (SCN, via N2 - Brasília - DF)

Data: 27/06/2013

Horário: 20h

Entrada: franca, por ordem de chegada (Sujeito à lotação da Sala Villa-Lobos)

Exposição Fotográfica

Local: Foyer da Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional

Data: 28/06 a 10/07 de 2013

Visitação: 9h às 21h

Entrada: franca




Escrito por ALEXANDRE NÓBREGA às 20:41
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