Blog de ARIANO SUASSUNA


Casa da Rabeca recebe Ariano Suassuna para aula-espetáculo

 

Diário de Pernambuco  - PE | 26/03/2014

 

O escritor vai falar sobre literatura, poesia e música, rendendo homenagem ao compositor Capiba

 

Da Redação

 

A Casa da Rabeca, vai receber, nesta sexta-feira (28), o escritor Ariano Suassua. O poeta vai realizar uma aula-espetáculo, que começa a partir das 20h no local. O evento é gratuito.

 

Esta é a primeira aula-espetáculo que Ariano ministra na casa, desde que iniciou o projeto artístico, em 2007. Nos encontros, Ariano narra relatos curiosos de sua vida, da literatura e da cultura regional.

 

O show terá como homenageado o compositor Capiba, músico pernambucano que morreu há 17 anos. Se estivesse vivo, o autor de Madeira que cupim não rói e Maria Betânia, estaria completando, este ano, 110 anos de vida.

 

Serviço:

 

Aula-espetáculo com Ariano Suassuna na Casa da Rabeca

Quando: 28 de março de 2014, sexta-feira

Onde: Casa da Rabeca do Brasil (Rua Curupira, 340, Cidade Tabajara)

Horário: 20h

Evento gratuito

Mais informações: 3371-8197.

 



Escrito por ALEXANDRE NÓBREGA às 16:22
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As tediosas e as fatai

 

Estado de Minas - MG

 

Da Redação

Na primeira vez em que viajei de avião, à medida em que a aeronave se movimentava na direção da pista de decolagem e o zumbido das turbinas ficava mais alto, não pensei nos perigos da rota Beagá-São Paulo, na música do Belchior e naquele toque Beatles, nem no tédio e/ou no fatalismo. Estava era achando chique mesmo. E tentava disfarçar para não parecer jeca.

 

O medo de voar só apareceu bem mais tarde.

 

Ofereceram-me o lugar da janela, uma delicadeza que levava em conta minha situação de neófita. Afivelei o cinto de segurança, apertei as mãos na extremidade do apoio de braço da cadeira, respirei fundo e fiz um esforço notável para não explodir na gargalhada, mordendo as bochechas por dentro.

 

Sentada ali, lembrei-me de um tempo em que o programa mais divertido do meu sábado era ir ao aeroporto da Pampulha no fim da tarde. O objetivo: acompanhar a namorada americana do meu irmão, que partiria para os Estados Unidos.

 

A graça estava em apostar se ela desistiria ou não de ir embora. Luíza nunca decepcionava. Depois de entrar no avião, invariavelmente, se desesperava e pedia para descer. Da próxima vez que sentir medo de avião, prometo me lembrar disso.

 

Em meu primeiro voo, fiquei dividida entre a beleza do céu azul de doer e a do infinito mar de nuvens brancas que pairava abaixo dele. Quando voltei a ver minúsculas casas, já haviam se passado 20 minutos. Imaginei que estávamos sobrevoando o Jardim Montanhês, pequeno bairro da região Noroeste de BH.

 

Ainda bem que fiquei calada, pois foi acabar de pensar e, dois segundos depois, o comandante anunciar que a aeronave estava passando pelos céus de Campinas. Sinceramente, nunca fui boa em matemática.

 

Naquele dia não tive medo algum. E se sofri de alguma coisa, foi de deslumbramento. O mundo seguia simples assim, até que aquele avião da TAM caiu em São Paulo.

 

Depois do episódio e de outros acidentes que se seguiram no país, fiquei temerosa e atenta ao que acontece durante as viagens, como se fosse possível controlar alguma coisa. Minha técnica era prestar atenção no comportamento dos comissários. Se eles estão calmos, tudo bem.

 

Contei essa “sacada” para Maria, uma amiga basca. E ela me disse que seu pai pensava da mesma maneira. Um dia, num voo que passava por uma turbulência forte demais, ele resolveu olhar para a comissária: a moça estava fazendo xixi perna abaixo. Agora, venho me esforçando para não vigiar o pessoal de bordo.

 

Do referido desastre aéreo para cá, minha relação com as viagens de avião, que antes se situava no limbo entre o sono e o tédio, ganhou um tempero novo – o medo. Quando viajo a passeio, tapo o nariz e vou porque é mais rápido e quero aproveitar a vida. Se vou a trabalho, avalio que se trata de um risco desnecessário e evito sempre que posso.

 

Folgo em saber que não estou sozinha nessa e que meus sentimentos acometem nada menos de 80 milhões de patrícios (na ponta do lápis, 40% dos brasileiros). E você pensa que é qualquer um? Nada disso.

 

No mesmo “panteão” figuram personalidades da estirpe de Oscar Niemeyer, Dominguinhos, Zeca Pagodinho. Aos 86 anos, o dramaturgo e poeta Ariano Suassuna, autor de O auto da compadecida, é atualmente o rei da lista.

 

Quando tentaram convencê-lo a fazer uma viagem aérea argumentando que, estatisticamente, o número de acidentes que envolvem carros é muito maior que o de aviões, ele disse, montado em seu sublime sotaque paraibano: “O escritor inglês Benjamim Disraeli foi um dos homens mais inteligentes do seu tempo (século 19). E ele dizia que só existem três tipos de mentira: a mentira comum, a mentira deslavada e a estatística”…

 

Num ciclo de palestras, Suassuna contou que certa vez viajou a Curitiba para participar de uma conferência. Chegando ao aeroporto, foi recepcionado por uma mocinha, que perguntou:

 

– Professor, o senhor fez boa viagem?

 

– Oh filha, não existe viagem boa de avião nãããão. Eu só conheço dois tipos de viagem de avião. As tediosas e as fatais...



Escrito por ALEXANDRE NÓBREGA às 09:21
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II Bienal Brasil do Livro e da Leitura

II Bienal Brasil do Livro e da Leitura

 

Da redação do Jornal de Brasília

Na quinta-feira, dia 30 de janeiro, às 10h30, no Auditório da Biblioteca Nacional de Brasília, o Secretário de Cultura do DF, Hamilton Pereira, o Secretário de Educação do DF, Marcelo Aguiar, e a subsecretária de Políticas do Livro e da Leitura do DF, Ivanna Sant’Ana, farão o anúncio oficial da programação da II BIENAL BRASIL DO LIVRO E DA LEITURA. Eles estarão acompanhados do coordenador geral do evento, Nilson Rodrigues, do curador da Bienal, o jornalista e escritor Luiz Fernando Emediato e do produtor executivo, Eduardo Cabral. A Bienal é uma realização do ITS – Instituto Terceiro Setor em parceria com as Secretarias de Cultura/ Educação do Governo do Distrito Federal.

 

Assim como na primeira edição, a II BIENAL promoverá 10 dias dedicados ao universo das letras - com seminários, debates, palestras, lançamentos, trazendo para Brasília nomes proeminentes da literatura nos cinco continentes – e fará homenagem a dois grandes autores. O uruguaio Eduardo Galeano, autor de obras antológicas como As veias abertas da América Latina e a trilogia Memória do Fogo, será o homenageado internacional do evento. E o grande mestre Ariano Suassuna, considerado por muitos críticos como o maior escritor brasileiro em atividade, receberá as honras como homenageado nacional, trazendo para a Bienal seu pensamento indignado em defesa da cultura brasileira.

 

Um grande pavilhão especialmente montado na Esplanada dos Ministérios acolherá os auditórios e espaços gastronômicos, criados para promover o encontro do público de Brasília com autores muitos deles vindo pela primeira vez ao Brasil. É o caso da norte-americana Naomi Wolf, grande nome do feminismo mundial contemporâneo e autora de sucessos como O mito da beleza e Vagina, e de Murong Xuecon, premiado autor chinês que luta pela liberdade de expressão em seu país.

 

Estarão na cidade autores inéditos no Brasil, como o sul-coreano Kim Young Ha, que já conquistou todos os principais prêmios da Coréia do Sul e tem tido suas obras adaptadas para o cinema; a norte-americana de origem nigeriana Nnedi Okorafor, autora premiada de livros de fantasia e ficção científica, descritos pelo New York Times como sendo “deslumbrantes”; e Conceição Lima, considerada a maior poeta viva de São Tomé.

 

Também está confirmada a presença do cubano Leonardo Padura, autor do premiado O homem que amava os cachorros (que recebeu vários prêmios internacionais e em breve chegará às telas de cinema) e da argentina Pola Oloixarac, que causou bastante polêmica com seu As teorias selvagens (no qual critica a forma como seu país lida com a memória recente), dentre vários outros.

 

Responsáveis por promover algumas das mais admiráveis palestras da I Bienal (e lotar os auditórios), os seminários voltam em 2014 com uma programação para agradar público de diferentes faixas etárias e interesses, como Krisis, que vai discutir temas como as guerras e a intolerância religiosa; A Literatura no Feminino; Brasil, América Latina e África: Novas realidades, novos escritores; Narrativas Contemporâneas da História do Brasil; Internet – Estética, Difusão e Mercado; A Literatura que vem do Oriente e O Golpe, a Ditadura e o Brasil: 50 Anos, que será acompanhado de uma mostra de cinema com filmes que miram o período da ditadura militar sob aspectos distintos.

 

O evento será lançado em Brasília, Rio de Janeiro (dia 03.02) e São Paulo (06.02).

 

Local: Auditório da Biblioteca Nacional de Brasília

 

Data: 30 de janeiro, quinta-feira

 

Horário: 10h30




Escrito por ALEXANDRE NÓBREGA às 12:21
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Correio da Paraíba - PB | 14/01/2014

Cabedelo terá sua primeira feira literária em março

Programação contará com a presença de mais de 20 escritores, dentre autores paraibanos e convidados de outros estados


Astier Basílio

Cabedelo vai ter sua primeira festa literária. Será a FliCabedelo. O evento já está confirmado: acontecerá em março, de 18 a 22. Os autores homenageados serão Ariano Suassuna, além de, já falecidos, o dramaturgo Altimar Pimentel e a contadora de histórias Tia Beta. 

 

A programação contará com a presença de mais de 20 escritores, dentre autores paraibanos e convidados de outros estados. Dentre os convidados confirmados estão: Bia Hetzel, Mariana Massarani, Eraldo Miranda, Celso Sisto, Alexandre Santos Lobão, Álvaro Modernell, Angélica Rodrigues, Clara Arreguy, Clara Rosa Gomes, Dad Squarisi, entre outros. Estarão presentes o cineasta Vladimir Carvalho, a cantora e compositora Cátia de França, além do Quinteto da Paraíba.

 

Em cinco dias, serão realizadas contação de história, teatro, bate-papos com autores, mesas-redondas, exposições, lançamento de livros, oficinas, palestras, debates e shows. A iniciativa é da Bora Ali Produções, Consultoria & Eventos, em parceria com o Instituto Casa de Autores, de Brasília (DF). A entrada é gratuita. O evento conta ainda com o apoio da Antares Comunicação, Livraria da Usina Cultural da Energisa, Arq-i Arquitetura e Iluminação e da Prefeitura de Cabedelo.



Escrito por ALEXANDRE NÓBREGA às 15:09
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A GRANDE HOMENAGEM A ARIANO SUASSUNA VOCÊ NÃO PODE FALTA

 

 

DIA 11/11

Teatro Municipal Carlos Gomes
Rua Pedro I, nº4 – Praça Tiradentes
16h -“Escritos e narrativas de um povo” - Homenagem à Ariano Suassuna
Com Antonio Nóbrega, Carlos Newton Júnior, Raimundo Carrero, Manuel Dantas Suassuna e Alexandre Nóbrega. Mediação Pedro Bial
18h – Nordestes – encenação inspirada no poema dramático Morte e Vida Severina de João Cabral de Melo Neto.
19h30 - Apresentação do Grupo Gesta e leitura de trechos do livro Pedra do Reino com a atriz e narradora de histórias Danielle Ramalho
Publico: Geral



Escrito por ALEXANDRE NÓBREGA às 11:00
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Ariano Suassuna em aula-espetáculo, exposição fotográfica e ciclo de filmes

 

Últimas Notícias

Ariano Suassuna em aula-espetáculo, exposição fotográfica e ciclo de filmes

 

Secretaria de Cultura do Distrito Federal

Projeto traz a Brasília exposição inédita com 30 fotos de Alexandre Nóbrega que acompanham a vida do escritor ao longo dos últimos 10 anos

 

A Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional, com seus mais de 1.300 lugares promete ser pequena para acolher o público ávido por escutar as palavras do romancista, dramaturgo e poeta Ariano Suassuna. O mestre Ariano, como costuma ser chamado, estará em Brasília no próximo dia 27 de junho, às 20 horas, no palco da Villa-Lobos, para apresentar sua famosa aula-espetáculo, em que ele defende, com argumentos irrefutáveis, a cultura brasileira e a identidade nacional, condena a cultura da globalização e demonstra que, para ele, arte não é mercado, é missão. A aula-espetáculo de Suassuna integra um projeto maior, ARIANO SUASSUNA - ARTE COMO MISSÃO, que promove ainda uma exposição fotográfica inédita de Alexandre Nóbrega e um ciclo de filmes sobre a vida e a obra de Ariano. A aula-espetáculo tem entrada franca, mas o acesso ao teatro estará sujeito à capacidade da sala. Não será preciso retirar senhas ou ingressos. Classificação etária: 12 anos.

 

A exposição fotográfica será montada pela primeira vez, reunindo 30 fotografias assinadas pelo fotógrafo e artista plástico Alexandre Nóbrega. Alexandre tem uma convivência muito próxima com o escritor, acompanhando-o nas viagens que faz pelo Brasil. Desta forma, Alexandre Nóbrega tem acesso a momentos descontraídos do cotidiano do autor de O Auto da Compadecida. Suas fotos revelam momentos improváveis, como Ariano Suassuna deitado no chão do saguão de um aeroporto, lendo, à espera de um voo atrasado, suas visitas ao interior de estados como Paraíba e Pernambuco, seu descanso na casa do Recife e muito mais. Suas fotografias já renderam o livro O Decifrador, editado pelo SESC em 2011. A mostra poderá ser vista de 28 de junho a 10 de julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional.

 

Já o ciclo de filmes, que acontece durante dois finais de semana, nos dias 29 e 30 de junho e 6 e 7 de julho, na Caixa Cultural Brasília, será integrado por oito títulos, entre ficções e documentários. A produção na área audiovisual inspirada no pensamento, na vida e na obra de Ariano é vasta e inclui desde filmes como O Auto da Compadecida, de Guel Arraes, e o documentário O sertãomundo de Suassuna, de Douglas Machado, até produções criadas originalmente para a televisão, como A Pedra do Reino, A farsa da boa preguiça, O Santo e a porca e Mulher Vestida de Sol.

 

Ariano Suassuna - arte como missão

 

É projeto idealizado e coordenado por Elias Sabbag e Marcos Azevedo e percorrerá ainda seis capitais de estados e tem o patrocínio da Caixa Econômica Federal.

 

Ariano Suassuna

 

"Arte pra mim não é produto de mercado. Podem me chamar de romântico. Arte pra mim é missão, vocação e festa".

 

Considerado por diversos críticos o principal escritor brasileiro em atividade, Ariano Suassuna, há décadas, é um nome destacado da nossa cultura. Dramaturgo, romancista, poeta, ensaísta, idealizador e principal teórico do Movimento Armorial, considerado por diversos críticos o principal escritor brasileiro vivo, Ariano Suassuna tornou-se íntimo do povo brasileiro devido ao sucesso de sua peça O Auto da Compadecida, transposta para a televisão e depois para o cinema por Guel Arraes. Antes disso, houve a adaptação para a TV da peça teatral Uma Mulher Vestida de Sol. Seguiu-se a adaptação de Romance d'A Pedra do Reino, ambas de Luiz Fernando Carvalho. Mas há muito mais tempo, seu pensamento indignado vem iluminando as reflexões sobre cultura brasileira.

 

Tendo como ponto de partida uma obra literária de alcance universal, sua presença na vida brasileira atingiu todas as camadas sociais e todos os públicos, sem que, para isso, tenha abdicado de suas ideias e valores, voltados à cultura popular nordestina e ao homem universal. Mantendo uma invejável coerência de princípios que percorrem toda sua obra, Suassuna também se faz presente na cultura brasileira através da influência exercida em inúmeros artistas, movimentos culturais e no debate intelectual.

 

Biografia oficial da Academia Brasileira de Letras, onde Ariano ocupa a cadeira de nº 32

 

Ariano Vilar Suassuna nasceu em Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa (PB), em 16 de junho de 1927, filho de Cássia Villar e João Suassuna. No ano seguinte, seu pai deixa o governo da Paraíba e a família passa a morar no sertão, na Fazenda Acauhan.

 

Com a Revolução de 30, seu pai foi assassinado por motivos políticos no Rio de Janeiro e a família mudou-se para Taperoá, onde morou de 1933 a 1937. Nessa cidade, Ariano fez seus primeiros estudos e assistiu pela primeira vez a uma peça de mamulengos e a um desafio de viola, cujo caráter de "improvisação" seria uma das marcas registradas também da sua produção teatral.

 

A partir de 1942 passou a viver no Recife, onde terminou, em 1945, os estudos secundários no Ginásio Pernambucano e no Colégio Osvaldo Cruz. No ano seguinte iniciou a Faculdade de Direito, onde conheceu Hermilo Borba Filho. E, junto com ele, fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco. Em 1947, escreveu sua primeira peça, Uma Mulher Vestida de Sol. Em 1948, sua peça Cantam as Harpas de Sião (ou O Desertor de Princesa) foi montada pelo Teatro do Estudante de Pernambuco. Os Homens de Barro foi montada no ano seguinte.

 

Em 1950, formou-se na Faculdade de Direito e recebeu o Prêmio Martins Pena pelo Auto de João da Cruz. Para curar-se de doença pulmonar, viu-se obrigado a mudar-se de novo para Taperoá. Lá escreveu e montou a peça Torturas de um Coração em 1951. Em 1952, volta a residir em Recife. Deste ano a 1956, dedicou-se à advocacia, sem abandonar, porém, a atividade teatral. São desta época O Castigo da Soberba (1953), O Rico Avarento (1954) e o Auto da Compadecida (1955), peça que o projetou em todo o país e que seria considerada, em 1962, por Sábato Magaldi "o texto mais popular do moderno teatro brasileiro".

 

Em 1956, abandonou a advocacia para tornar-se professor de Estética na Universidade Federal de Pernambuco. No ano seguinte foi encenada a sua peça O Casamento Suspeitoso, em São Paulo, pela Cia. Sérgio Cardoso, e O Santo e a Porca; em 1958, foi encenada a sua peça O Homem da Vaca e o Poder da Fortuna; em 1959, A Pena e a Lei, premiada dez anos depois no Festival Latino-Americano de Teatro.

 

Em 1959, em companhia de Hermilo Borba Filho, fundou o Teatro Popular do Nordeste, que montou em seguida a Farsa da Boa Preguiça (1960) e A Caseira e a Catarina (1962). No início dos anos 60, interrompeu sua bem-sucedida carreira de dramaturgo para dedicar-se às aulas de Estética na UFPe. Ali, em 1976, defende a tese de livre-docência A Onça Castanha e a Ilha Brasil: Uma Reflexão sobre a Cultura Brasileira. Aposenta-se como professor em 1994.

 

Membro fundador do Conselho Federal de Cultura (1967); nomeado, pelo Reitor Murilo Guimarães, diretor do Departamento de Extensão Cultural da UFPe (1969). Ligado diretamente à cultura, iniciou em 1970, em Recife, o "Movimento Armorial", interessado no desenvolvimento e no conhecimento das formas de expressão populares tradicionais. Convocou nomes expressivos da música para procurarem uma música erudita nordestina que viesse juntar-se ao movimento, lançado em Recife, em 18 de outubro de 1970, com o concerto "Três Séculos de Música Nordestina - do Barroco ao Armorial" e com uma exposição de gravura, pintura e escultura. Secretário de Cultura do Estado de Pernambuco, no Governo Miguel Arraes (1994-1998).

 

Entre 1958-79, dedicou-se também à prosa de ficção, publicando o Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta (1971) e História d'O Rei Degolado nas Caatingas do Sertão / Ao Sol da Onça Caetana (1976), classificados por ele de "romance armorial-popular brasileiro".

 

Ariano Suassuna construiu em São José do Belmonte (PE), onde ocorre a cavalgada inspirada no Romance d'A Pedra do Reino, um santuário ao ar livre, constituído de 16 esculturas de pedra, com 3,50 m de altura cada, dispostas em círculo, representando o sagrado e o profano. As três primeiras são imagens de Jesus Cristo, Nossa Senhora e São José, o padroeiro do município.

 

Membro da Academia Paraibana de Letras e Doutor Honoris Causa da Faculdade Federal do Rio Grande do Norte (2000).

 

Em 2004, com o apoio da ABL, a Trinca Filmes produziu um documentário intitulado O Sertãomundo de Ariano Suassuna, dirigido por Douglas Machado e que foi exibido na Sala José de Alencar.

 

Serviço

Aula-Espetáculo

Local: Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional (SCN, via N2 - Brasília - DF)

Data: 27/06/2013

Horário: 20h

Entrada: franca, por ordem de chegada (Sujeito à lotação da Sala Villa-Lobos)

Exposição Fotográfica

Local: Foyer da Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional

Data: 28/06 a 10/07 de 2013

Visitação: 9h às 21h

Entrada: franca




Escrito por ALEXANDRE NÓBREGA às 20:41
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AGENDA



Escrito por ALEXANDRE NÓBREGA às 12:52
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Feira do Livro de Ribeirão deve atrair 500 mil visitante

Cidades

Bete Cervi

RIBEIRÃO PRETO

 

A 13ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, terá uma campanha de valorização do educador nesta edição. Estão programadas mais de 600 atrações literárias gratuitas, numa ação que prioriza as letras, por meio do estímulo à formação de novos leitores, assim como incentivo aos autores nacionais e locais. Os 13 anos de atividade literária chegam com novidades, como maior espaço para os autores da cidade. Além dos tradicionais: Pedro II, Parque Maurilio Biagi e Estúdios Kaiser de Cinema, o evento migrou para mais quatro locais. Os estandes para venda vão ficar na praça XV de Novembro, no parque Maurilio Biagi e nos Estúdios Kaiser.

 

De acordo com Isabel de Farias, presidente da Fundação Feira do Livro, a iniciativa cultural conta com a importante conquista que é o Vale Cultura: alunos de escolas municipais e estaduais recebem todos os anos um cheque para comprar livros de sua preferência. Neste ano, o beneficio se modernizou e cresceu: em vez do cheque, pelo menos 94 mil estudantes receberão um Cartão- livro, como os de crédito, com senha.

 

"A cada ano nos preocupamos em melhorar a Feira. Os jovens que não achavam atividades no centro, agora terão dezenas de atividades, nos mais diversos segmentos, no Estúdio Kaiser de Cinema. Nossa programação também segue a opção dos frequentadores e, certamente, contempla grandes nomes da literatura brasileira", diz Izabel.

 

Entre os nomes já confirmados para o evento estão o do médico psiquiatra Flávio Gikovate, o jornalista Gilberto Dimenstein, o filósofo Mário Sergio Cortella, o escritor Ariano Suassuna, o médico e educador Jairo Bouer e a sexóloga Laura Müller.

 

Segundo a professora e secretária da Educação, Debora Vendramini, a expectativa da Fundação é que a 13ª Feira Nacional do Livro, mais uma vez, seja um vetor de desenvolvimento cultura. "A Feira do Livro hoje ganhou proporções nacionais pela qualidade de sua programação e organização. Nossos alunos e professores se prepararam para acompanhar esta que já é uma referência internacional. A formação de leitores e o conhecimento ganham com uma ação desta grandeza", diz.

 

"Para a administração é uma honra ter a Feira do Livro. São mais de 500 mil visitantes e mais de 600 atividades. Estamos certos do sucesso da edição por conta da infraestrutura e convidados, os maiores expoentes da literatura nacional e internacional", diz o vice-prefeito Marinho Sampaio.

 

"A Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto se consagrou como um espaço de ideias, que envolve vários setores da arte, do pensamento e do mundo das letras. E não é mais da cidade e sim do Brasil, graças a competência da Fundação e importantes parceiros, como a prefeitura", emendou Alessandro Maraca, secretário da Cultura.

 

A estrutura da 13ª edição da Feira do Livro já começou a ser montada . Parte dos 76 estandes disponibilizados para as editoras comercializarem seus livros já foi erguida na Praça XV de Novembro e na esplanada do Theatro Pedro II, no centro da cidade. A montagem dos 36 estandes do Parque Maurílio Biagi e os 27 dos Estúdios Kaiser de Cinema começará na semana que vem. Este ano, a organização optou por não montar estandes na Praça Carlos Gomes, no centro. O evento também terá atividades diárias em outros espaços, como a Biblioteca Padre Euclides, o Centro Cultural Palace e o Cine Clube Cauim. Com as atividades itinerantes, o objetivo é levar gratuitamente cultura em diferentes espaços da cidade. Diferente das edições anteriores, que chegaram a apresentar grandes shows em cada um dos onze dias de evento, a feira terá apenas quatro atrações principais em 2013. Baby do Brasil, Gilberto Gil, Diogo Nogueira e Elza Soares se apresentam nos dois finais de semana do evento.




Escrito por ALEXANDRE NÓBREGA às 09:46
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Os monstros de Augusto

 

Braulio Tavares 

(16.1.2013)

 

Numa palestra recente na Paraíba, num prolongamento das comemorações do centenário do Eu de Augusto dos Anjos, Ariano Suassuna comentou a obra e o estilo do poeta. Lembrou que o professor de escola pública eleito como “O Paraibano do Século” morreu com apenas 30 anos, e que foi esnobado em vida por muita gente importante, inclusive Olavo Bilac, que ao ouvir falar de sua morte e ler um dos seus sonetos teria proferido a frase fatal: “Não se perdeu grande coisa”. Observou Ariano que desde então a fama de Bilac só fez cair e a de Augusto só fez crescer. Parece até que o urubu que pousara na sorte do defunto se transferiu o poeta do “Caçador de Esmeraldas”.

 

Ariano fez uma comparação muito perceptiva entre Augusto dos Anjos e Garcia Lorca, talvez um dos últimos poetas com quem alguém compararia Augusto. Lorca era de um vitalismo, uma exuberância, uma alegria de viver, uma sensualidade e uma extroversão que nada têm a ver com o poema do tamarindo.  Mas Ariano observou que ambos são poetas muito mais da imagem do que do conceito. Embora a poesia de Augusto abra muito espaço para o conceito (as reflexões científicas, metafísicas, etc.), ele é tão visual quanto Lorca. Igualmente hábil na conjuração de imagens inesperadas, vívidas, desconcertantes e inesquecíveis. Ariano se referiu ao famoso verso: “Somente a ingratidão, esta pantera, foi tua companheira inseparável...” e disse brincando que plagiou essa pantera de Augusto a vida inteira.

 

Ele citou também a quadra famosa de “Queixas Noturnas”: “Quem foi que viu a minha Dor chorando? / Saio. Minh’alma sai agoniada. / Andam monstros sombrios pela estrada / e pela estrada, entre estes monstros, ando!”. Ariano usou este verso num dos sonetos (“A Estrada”) do seu ciclo de “iluminogravuras”. Estes versos me lembram um poema dramático de Guerra Junqueiro em que um peregrino caminha pelo mundo rodeado de monstros. Cada vez que ele reza, os monstros tornam-se mais diáfanos, menos materiais, e cada vez que sua fé fraqueja os monstros se revigoram. (Não encontrei este texto na Internet – vou ter que procurar numa biblioteca de verdade.)

 

O verso de Augusto me sugere tanto o poema de Junqueiro quanto alguma HQ desenhada por H. R. Giger, ou um quadro de Dali. Este é o poder do poema “imagético”: evocar uma imagem sem descrevê-la. Assinalar a presença do monstro, para que o leitor caminhe entre os monstros que ele terá que evocar do seu repertório de referências. Os monstros sombrios existem na memória e na imaginação de cada um, e mesmo que os monstros que eu vejo sejam desconhecidos de Augusto, foram evocados por ele, graças à faísca de sua frase.



Escrito por ALEXANDRE NÓBREGA às 17:24
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APL e PGE-PB promovem programação especial em Comemoração ao Centenário do EU, com homenagem a Ariano Suassun

Em comemoração ao Centenário do Eu, de Augusto dos Anjos, a Academia Paraibana de Letras (APL) e a Procuradoria Geral do Estado da Paraíba (PGE-PB) promoverão no próximo dia 10 de janeiro, às 19h30, na Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Arte, no Altiplano Cabo Branco, em João Pessoa, a Aula Espetáculo “A Paraíba, um estado de poésis”, que será ministrada pelo poeta e escritor paraibano Ariano Suassuna, um “Caçador de Miragens”.

Na oportunidade, o autor do Auto da Compadecida, Ariano Suassuna será agraciado pela Procuradoria Geral do Estado da Paraíba com a medalha “Procurador José Américo de Almeida”, a mais alta honraria do órgão, que está sendo outorgada pela primeira vez, como forma de prestar uma justa homenagem a um dos paraibanos que mais contribue para difusão da cultura local.

De acordo com o procurador geral do Estado, Gilberto Carneiro, a medalha que será outorgada pela PGE-PB, ao poeta e escritor paraibano, Ariano Suassuna, que também é membro da APL, é uma forma de prestar uma justa homenagem ao ilustre paraibano, autor de várias obras com repercussão nacional e internacional, das quais se destaca, pelo gosto popular, o Auto da Compadecida.

 

Data: 10 de janeiro de 2013 (quinta-feira)

Hora: 19h30

Local: Estação Cabo Branco, Ciência, cultura e Arte



Escrito por ALEXANDRE NÓBREGA às 17:25
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Senhor da terra do sol

Jornal do Commercio - PE

06/01/2013 

Opinião

Senhor da terra do sol

Persona / Ariano Suassuna

Da Redação

Dramaturgo, romancista e poeta, Ariano Suassuna, 85 anos, um dia sonhou em ser palhaço. Mas descobriu os livros e virou o coletivo ambulante do verbete causo. Com sua retórica irresistivelmente nordestina e cômica, o bacharel em direito, pai do Movimento Armorial e membro da Academia Brasileira de Letras falou a Bruna Cabral de seu amor pela literatura, pelo Sport e pelo Recife.

JC - Quando decidiu encher o mundo de letrinhas?

 

ARIANO SUASSUNA - Comecei a querer ser escritor aos 12 anos, quando fiz meu primeiro conto. Na época, era um assassino terrível. Quando não sabia o que fazer com um personagem, matava.

 

JC - Lê bastante? Quem são os autores que não saem de sua cabeceira?

 

ARIANO - Minha leitura é muito variada, compreende? Mas tem uma coisa: gosto mais de reler do que de ler. Quando gosto de um livro, leio ele a vida toda. Tem um livro chamado Scaramouche, de Rafael Sabatini, que já li várias vezes. Outro dia, fui emprestar a um neto, aí fiquei com inveja e li de novo. Sou um escritor de poucos livros e de poucos leitores e também sou um leitor de poucos livros.

 

JC - É verdade que o senhor detesta viajar de avião?

 

ARIANO - Detesto. E não é que eu tenha medo. Tenho raiva. Para mim, só há dois tipos de viagem de avião: as tediosas e as fatais. Na melhor das hipóteses, uma viagem tem quatro coisas que detesto: aeroporto, restaurante, hotel e avião. Restaurante é sempre uma dificuldade porque não gosto de comida muito fria, nem muito quente. Outro dia fui jantar e os garçons ficaram horrorizados. Pedi suco de melancia e sopa. A sopa estava quente demais e o suco, muito gelado. Aí, eu tirei o gelo de um e botei no outro.

 

JC - Qual seu cenário recifense cativo?

 

ARIANO - O Recife tem muito lugar pra eu gostar. Mas tem um que me toca, particularmente. É o Marco Zero. Foi lá que vi meu pai pela última vez. Ele era deputado federal, estava indo para o Rio de Janeiro e fomos levá-lo para tomar o navio. Ainda hoje tenho na memória a visão dele dando adeus, emoldurado pela janela do camarote.

 

JC - Celular, notebook, tablet, a que modernidades devota algum apreço?

 

ARIANO - Se você me perguntar a diferença entre um tablet e um notebook, eu não sei dizer. Celular eu sei o que é. Mas não tenho. Aquilo é uma praga! A gente fica escravo.

 

JC - Está quase sempre usando roupa de linho. É estética, calor ou mania?

 

ARIANO - Essa é uma longa história. Até certo tempo, vestia paletó e gravata, como todo adulto ajuizado de minha geração. Aí, um dia, li um artigo de Gandhi em que ele dizia que ninguém devia usar roupa pronta para não tirar o emprego dos mais pobres. Dali em diante, só faço roupa em costureira.

 

JC - O senhor é rubro-negro. Está feliz com seu time?

 

ARIANO - Eu sou e não estou, não. Dizem que sou rubro-negro doente, mas não. Sou rubro-negro saudável. Doentes são os torcedores de outros times, que não sabem escolher.

 

JC - O senhor tem saudade de algum pedaço do Recife?

 

ARIANO - Tenho. Sobretudo do que destruíram. Em Casa Forte, tinha uma casa maravilhosa, do século 18, uma das mais bonitas do Recife. Derrubaram. Às vezes, nem é má-fé. É burrice mesmo. O camarada mora numa casa linda, mas pensa que é arcaica. Derruba e constrói um monstro no lugar. Já briguei muito para preservar a história da cidade. Depois perdi a paciência. Sabe do que mais? Querem derrubar, derrubem.

Texto



Escrito por ALEXANDRE NÓBREGA às 09:55
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Novela homenageia Ariano Suassuna com uma cabra

Folha.com - SP
25/12/2012

TV

Novela homenageia Ariano Suassuna com uma cabra

Eduardo Anizelli/Folhapress

As novelas são cheias de homenagens. Mas a próxima trama das 18h da Globo, "Flor do Caribe", fará uma reverência curiosa.
O escritor Ariano Suassuna será homenageado na trama de Walther Negrão por uma cabra.
No folhetim, o animal, que será o companheiro de estimação do personagem Candinho (José Loreto), irá se chamar Ariana.
O autor Walther Negrão pediu autorização para o escritor para batizar a cabra com seu nome. Ariano é criador de caprinos e ficou feliz com a homenagem.
"Flor do Caribe" deve estrear em março na Globo.
A informação é da coluna Outro Canal, assinada por Keila Jimenez e publicada na Folha desta terça-feira (25).



Escrito por ALEXANDRE NÓBREGA às 21:02
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Ariano Suassuna apresenta aula-espetáculo Tributo a Capiba no circo Alegrai-vos Momento é especial, pois, pela primeira vez, aos 85 anos, ele se apresentará entre as nuances circenses

 

Cultura e Lazer

 

Pela primeira vez Ariano Suassuna se apresenta em um circo

 Um sonho antigo de Ariano Suassuna será realizado nesta quinta-feira (20). O escritor irá encerrar a temporada da aula-espétaculo "Tributo a Capiba" em um picadeiro, às 20h, no Circo Alegrai-vos da Comunidade Obra de Maria, situado em Abreu e Lima, no Grande Recife.

O momento é especial, pois, pela primeira vez, aos 85 anos, ele se apresentará entre as nuances circenses. A aula-espetáculo resgata parte da obra pouco conhecida de Capiba, Lourenço Fonseca Barbosa, um dos maiores compositores de Pernambuco.

Na aula, Ariano fala sobre o principal ponto de discordância entre os dois: o futebol. Ele é rubro-negro e Capiba era tricolor, ambos fanáticos. O literário também faz reflexões sobre aspectos da vida cotidiana, com estilo reacionário e bem-humorado.

Ariano lembra que a arte circense sempre influenciou sua obra e, saudosista, expressa a importância do momento. "Vocês não podem imaginar o que era para mim a chegada do circo. A gente saía do universo cotidiano e entrava num mundo mágico, onde tudo podia acontecer e onde tinha a presença, para mim fundamental, do palhaço e do mágico", diz o escritor.

O circo católico Alegrai-vos é coordenado pela Comunidade Obra de Maria e armou sua tenda no Centro de Abreu e Lima, por trás com Colégio Polivalente.
Os ingressos serão disponibilizados por ordem de chegada e a entrada será 1Kg de alimento não perecível. As vagas são limitadas.

SERVIÇO
Aula-espetáculo Tributo a Capiba, com Ariano Suassuna e Grupo Arraial
Local: Circo Alegrai-vos, armado no Centro de Abreu e Lima, na 2ª Trav. Padre Machado, por trás do Colégio Polivalente
Data: 20/12 (Quinta-feira)
Horário: 20h
Entrada: 1 Kg de alimento não perecível - Convite (no circo)
Realização: Secretaria de Assessoria ao Governador
Apoio: Comunidade Obra de Maria
Informações pelo tel: (81) 3081.4749



Escrito por ALEXANDRE NÓBREGA às 14:38
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Escrito por ALEXANDRE NÓBREGA às 14:32
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Sempre Um Papo recebe Ariano Suassuna no Grande Teatro

Poeta apresenta aula-espetáculo no Sesc Palladium

 

BELO HORIZONTE (26/11/12)

O Sempre Um Papo traz a BH o projeto Minas-Pernambuco apresentando o romancista, poeta e dramaturgo Ariano Suassuna para ministrar a aula-espetáculo Raízes Populares da Cultura Brasileira. O evento acontecerá na terça-feira (04/12), às 19h30, no Grande Teatro do Sesc Palladium, com transmissão via internet e gravação do programa que irá ao ar para todo o país pela TV Câmara. A entrada é gratuita e todos os livros do autor serão vendidos com 20% de desconto. Os 100 primeiros livros comprados serão autografados pelo autor.

A aula-espetáculo Raízes Populares da Cultura Brasileira é uma apresentação que busca a identidade cultural de nosso povo, com suas matrizes indígena, portuguesa e africana, através da música e dança. Com uma escrita inspirada pelo simbolismo, pelo barroco e pela literatura de cordel, Ariano Suassuna transforma o sertão no palco de questões humanas universais.

O escritor foi o criador do Movimento Armorial, que tem como projeto a apropriação estética de todas as artes populares do Nordeste. Na aula-espetáculo, ele relembrará a infância e juventude vividas no sertão de Cariri, no Ceará. Defensor da cultura nordestina, Ariano tem influência dos sertões na criação de suas narrativas e aponta como grandes obras da literatura nacional os romances Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, e Os Sertões, de Euclides da Cunha.

O projeto Minas-Pernambuco já levou a Recife algumas das principais personalidades culturais de Minas, entre elas, a cantora e cronista Fernanda Takai, os escritores Carlos Herculano Lopes, Léo Cunha e Luis Giffoni, o ator Eduardo Moreira, do Grupo Galpão, o coreógrafo Rodrigo Pederneiras, do Grupo Corpo e o cineasta Helvécio Ratton. Essa iniciativa é viabilizada através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura.

 

SERVIÇO

Evento: Sempre um Papo com Ariano Suassuna.

Data: 04/12/12.

Local: Grande Teatro do Sesc Palladium (Rua Rio de Janeiro, 1046, Centro).

Horário: 20h.

Entrada franca mediante a retirada de senha com duas horas de antecedência.



Escrito por ALEXANDRE NÓBREGA às 12:18
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